Rádio Comunitária da cidade de Mari perde credibilidade.


Em Mari, o clima é de desconfiança e repúdio quando o assunto é a Rádio
Comunitária Araçá FM. O fato é que a emissora comunitária, conseguida
com árdua luta e o apoio da população, por onde passou radialistas como
Célio Alves, Jota Alves e outros, tornou-se palanque político e hoje
serve a interesses políticos de um grupo e seus programas jornalísticos
não passam de meros guias eleitorais fora de época, com o objetivo de
engrandecer determinadas figuras políticas, angariando votos enquanto
tentam destruir a imagem de outros.

A Rádio que deveria ser Comunitária de verdade e com isenção política, possui em sua direção o
mesmo grupo que atua em um partido político na cidade, onde um dos
diretores da emissora é o presidente desse partido e o próprio
diretor-presidente da emissora (ex-presidente do partido) faz
propaganda do partido e tenta auto-promover-se por atuar em ambos
(Rádio e Partido Político).

Em um episódio ocorrido no ano de 2008, comunicadores da emissora comunitária foram expulsos sumariamente
por exercerem seus trabalhos profissionais em guia eleitoral da cidade
e por não manifestarem apoio político ao na época, Diretor-Presidente
da emissora, senhor Severino Ramo, o qual foi candidato a Vereador na
cidade, porém, não obteve êxito nas urnas por receber uma fraca
votação. Outros comunicadores, solidários e revoltados com a
perseguição do senhor Severino Ramo, por vontade própria pediram
afastamento permanente da emissora, o que gerou mais polêmica na época.
Já este ano, houve o caso do comunicador Paulo Sérgio, que teve sua
esposa constrangida em público e impedida de participar do "Programa
Pão e Leite" pelo fato de o comunicador tecer críticas às falhas do
atual Governo do Estado.

Dentre tantos fatores que provam a politicagem da Rádio Comunitária, a própria população tem perdido a
confiança no que é dito nos programas jornalísticos da emissora, prova
disso é o fato de que já não há quase participações do público nesses
programas e as poucas participações que ocorrem raramente, não passam
de quatro ou cinco por programa (quando há participação) e geralmente,
são as mesmas pessoas.

A emissora possui um Conselho Comunitário que funciona apenas no papel e não se reúne para discutir a atuação da
emissora e dentre os integrantes do conselho só foram admitidos os que
foram selecionados estrategicamente pelo grupo político da emissora e
sem falar que o quadro de sócios excluiu sócios fundadores para dar
espaço a pessoas que sem envolvimento algum com a emissora, conseguiram
integrar o quadro de sócios por serem ligados a determinado grupo
político.

O próprio Poder Público da cidade desde muito tempo vem sendo alvo de comunicadores da Rádio Comunitária, já que o grupo
que atua na rádio faz oposição ao atual Governo Municipal e fora
algumas críticas justas, os apresentadores da emissora procuram sempre
mais motivos para baterem no poder público com o intuito de satisfazer
o outro lado político. E a população fica perdida no meio dessa guerra
toda. Como forma de manifestar repúdio sem causar atrito, a prefeitura
retirou do ar, programa institucional que mantinha com duração de uma
hora, em um dia na semana e cancelou o pagamento de um salário mínimo
que a emissora recebia todo o mês. Informações dizem que o programa foi
retirado por conta das ameaças de censura que estava sofrendo e
recentemente, informações anunciam que a Câmara Municipal e o Sindicato
dos Trabalhadores Rurais já planejam retirar seus programas da emissora
por seus representantes estarem sendo constrangidos por comunicadores
da emissora e também sofrendo ameaças de censura.

A verdade é que a politicagem da emissora comunitária já atingiu patamares inaceitáveis e que transparecem a todos os
verdadeiros objetivos dos que compõem sua direção. O povo reflete essa
intolerância e denúncias poderão ser enviadas ao Ministério Público e
aos órgãos competentes na tentativa de combater a politicagem que tomou
conta de um bem comunitário que teria objetivo de promover a
comunicação democraticamente e sem objetivos políticos ou pessoais,
porém, faz o contrário. Caso essas denúncias venham a ser acatadas,
pelo grau dos argumentos e acusações, os que atuam na emissora poderão
sofrer consideráveis consequências por partidarizar um bem do povo.

Matéria Editada
Fonte:Abraço Centro-oeste
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